sábado, 20 de novembro de 2010

Fui traída(o)! E agora?!

Quem já passou por esta situação, sabe o quão dolorosa é a sensação de ser traído(a) pela pessoa que você podia jurar que te amava e que nunca faria isso. Essa situação só piora quando surge o dilema: perdoar ou não.

Até que ponto o amor é capaz de superar uma traição, essa é a questão. Algumas pessoas devem estar pensando “quem ama não trai”. Não necessariamente. Vamos mostrar aqui opiniões diferentes sobre este tema mais do que polêmico.

Eu, Vitor, como autor deste artigo, tenho o meu ponto de vista sobre fidelidade. Acho que ela é fundamental em um relacionamento. Jamais traí alguma namorada. É uma questão pessoal, são meus princípios. Não acho que a traição seja uma saída para os problemas de relacionamento. Não concordo com a idéia que escuto aos quatro cantos: “a carne é fraca” ou coisas mais pesadas como “foi só umazinha sem importância”. Na minha opinião, se estou com alguém, é porque aquela pessoa me satisfaz e não preciso de outras mulheres para ser feliz. Não preciso provar minha masculinidade para o resto da sociedade, saindo com outras mulheres enquanto a minha está em casa esperando-me para o jantar. Não concordo com este tipo de atitude.

Porém, há pessoas que pensam de forma um pouco diferente. Dois casos me vêm à mente neste momento. Em ambos, os autores apresentam visões um tanto quanto polêmicas em relação à traição.
O jornalista Augusto Drago, em seu livro O Livro da Traição Masculina (2003, Editora Matrix), diz que “não existe traição quando os homens apenas comportam-se humanamente”. Ou seja, segundo Drago, a natureza do homem é a poligamia. Por incrível que pareça, há biólogos que afirmam que esta teoria é plausível e que, de certa forma, agimos contra nossa natureza. Esta afirmação é apoiada declaradamente por um famoso cantor de uma das maiores e mais antigas bandas de Rock, Mick Jagger, vocalista do Rolling Stones. Jagger chegou a afirmar que acha “muito legal quem se mantém fiel à uma única mulher”, mas que não tem esse instinto de monogamia.

Não são apenas os homens que pensam desta forma. A psicóloga francesa Maryse Vaillant, em seu livro Les hommes, l’amour, la fidélité ("Os homens, o amor, a fidelidade"), afirma que a fidelidade “é uma fraqueza de caráter” e que a infidelidade masculina faz bem ao casamento. A psicóloga vai além. Segundo uma pesquisa realizada por ela, a maioria esmagadora dos homens entrevistados que afirmam terem traído suas esposas, dizem que em nenhum momento deixaram de amá-las. Ou seja, partindo-se desta pesquisa a autora afirma que não há, necessariamente, uma relação direta entre o amor e a fidelidade. Segundo Maryse, uma pessoa pode trair seu parceiro mesmo que o ame.

Aos leitores e colegas deste blog. Não quero defender ou criticar quaisquer atitudes neste artigo. A intenção da Equipe do Cupido Virtual e promover uma discussão sobre este polêmico assunto, apresentando opiniões diferentes. Gostaríamos de saber de vocês: você perdoaria uma traição? Você já traiu e se arrependeu do que fez?
Até breve.

Nenhum comentário:

Postar um comentário